“O Vieira passou-se. Flipou. ‘Snapped’. Foi surreal. Surreal”

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“O Vieira passou-se. Flipou. ‘Snapped’. Foi surreal. Surreal”

Sócio alvo da fúria de Luís Filipe Vieira descreve o que aconteceu na Assembleia Geral de sexta-feira

O sócio do Benfica a quem Luís Filipe Vieira apertou o pescoço na última sexta-feira, durante a Assembleia Geral do clube, recorreu às redes sociais para contar a sua versão do que aconteceu no pavilhão da Luz. 

Num longo texto, partilhado no Facebook por Bruno Costa Carvalho, candidato à presidência do Benfica em 2009, o referido associado, que prefere manter o anonimato, explica que marcou presença na AG para “exercer o seu direito” em relação ao Relatório e Contas do clube. No entanto, “depois de duas/três horas que provocaram um incómodo”, decidiu “rabiscar meia dúzia de ideias e questões para apresentar em espaço próprio a todos os presentes”. 

Essas ideias, descreve, variavam desde as dúvidas na redução do passivo, as percentagens dos agentes nas transferências de jogadores, a mudança no emblema ou o incuprimento dos estatutos do clube. A frase que levou à reação de Luís Filipe Vieira, porém, teve que ver com o “amor genuíno” dos dirigentes encarnados que, defende, “devia unir a todos, mas que algures no tempo se tinha perdido para muitos membros dos órgãos sociais do clube”.

“O Vieira (que decerto me perdoará que me refira a ele coloquialmente), passou-se. Flipou. ‘Snapped’. Foi surreal. Surreal. Ainda sentado, e durante este último ponto da minha intervenção, começou a gritar ‘és um merdas!’, ‘não vales nada!’, ‘ordinário’, etc. Tudo em acto contínuo, levantou-se e ficou a gritar todos estes insultos e mais alguns a um metro de mim, depois subiu ao palanque e levou-me as mãos ao pescoço durante dois ou três segundos. (…)  Com a subida de tom dos insultos da bancada e inúmeros gritos de “demissão!” durante o que se estava a passar, Vieira aliena-se de mim e dirige-se à bancada, gritando impropérios e oferecendo violência física a quem aceitasse o repto”, descreve.

De acordo com o relato publicado por Bruno Costa Carvalho, o associado dispôs mais tarde de “15 segundos”, numa nova intervenção onde lamentou o sucedido e explicou que a “intenção era apontar a ausência de transparência nos atos de gestão” do Benfica. A situação deu depois lugar a uma troca de palavras entre Luís Filipe Vieira e o referido sócio, com este a questionar que partes da sua intervenção poderiam “ser punidas”, como o presidente dos ‘encarnados’ referiu. 

A terminar, o associado do Benfica refere que não sentiu “medo ou insegurança” durante o AG e deixa um apelo a todos os presentes no pavilhão da Luz na última sexta-feira. 

“Peço a todos os presentes que pensem no que aconteceu. No que é o Benfica para eles. Na distância que vai do que o Sport Lisboa e Benfica é para o que o Sport Lisboa e Benfica devia ser, e ajam em conformidade com essa vontade/desejo que têm de mudança. De um Benfica melhor, limpo, o maior, melhor e mais lindo Clube do Mundo”, remata.

Veja aqui a publicação completa.

Fonte: https://bancada.pt

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